”ta namorando?” ”não” ”quer ficar comigo?” ”to namorando”


Tudo muda, e nós não somos diferentes
Mas tudo muda, né? Eu gostava tanto do seu abraço, gostava de quando você me segurava pela cintura e me chamava de minha, gostava de quando você me ligava pra falar bobeira, e me mandava sms mais bobo ainda. Eu gostava mesmo, não nego. Digamos que eu gostava disso tudo, desse tal de amor, de você… E eu sei que você também gostava. Você também gostava de mim e das minhas bobeiras. Gostava do jeito que eu sorria quando te via e de quando eu deitava a cabeça no seu ombro alegando cançaso, mas no fundo sabia que eu só queria sentir seu cheiro e ficar ali, só com você… Você gostava de quando eu jogava o cabelo, você gostava de quando eu ria das suas piadas mesmo sem achar nenhuma graça, você gostava quando a gente sentava no banco da praça e começava a falar da vida, a planejar um futuro. O problema é esse “gostava”, sabe… a gente simplesmente parou de gostar, enjoou, não gosta mais. Isso era amor sim, e diferente do que alguns poetas dizem, o amor acaba. E o nosso acabou. Não gosto mais do seu sorriso torto e das suas piadas sem graça. Não consigo mais olhar pra você e enxergar um futuro pra nós dois. Não sinto nada quando deito minha cabeça no seu ombro ou quando você me abraça. E sei que você sente o mesmo. Nosso final foi em um dia normal como qualquer outro. Nosso final não foi triste, não foi uma coisa de novela, não foi dramático. Nosso final só tem saudade, de um tempo que a gente gostava, que a gente se gostava.”
— As coisas já não são como eram antes. Eu mudei, você mudou, enfim, nós nos perdemos. Ana Beatriz (s-truggle)

“Ciúmes. Todos usam essa palavra por se tratar de um “sentimento da moda”, mas nunca pararam para refletir seu real significado. Ciúmes. Ci-ú-mes. C-i-ú-m-e-s. Os olhos ficam apertadinhos, a respiração acelerada e cada músculo do nosso corpo se torna cada vez mais rígido a ponto de parecer arrebentar. Nosso cérebro é dominado por uma certa bipolaridade: ao mesmo tempo que milhares de pensamentos se misturam entre si, um enorme vazio começa a dominar nosso pensamento e tudo o que sentimos é dor! Uma dor tão rápida mas, ao tão intensa que faz acender a chama do ódio em nosso coração e tudo o que conseguimos preferir são palavras dignas de assassinos e psicopatas! Não importa quem seja ou qual a situação. Seja como for, ciúmes é irracional. O raciocínio é bloqueado e há uma pane no cérebro, o qual paralisa deixando o coração no comando…E aí, caro amante? Já era! Tudo o que desejamos é um meio fácil e rápido de acabar com a vida daquela pessoa - também chamada de intruso, idiota, filho da puta, vadia etc - daquele ser que tanto amamos! Há quem diga que ciúmes é egoísmo, falta de confiança ou infantilidade. Sabe o que eu acho? Quem abre a boca para dizer uma coisa dessas nunca amou alguém de verdade! Porque, quando a gente ama, sentimos a necessidade de estar sempre com aquela pessoa ao lado, cuidando, protegendo e deixando bem evidente o imenso carinho que temos por ela. Amor é o sentimento mais ilógico e sincero, que faz com que desejemos a pessoa amada exclusivamente para nós e, se possível, até mesmo sair gritando por aí “Ei, fulano é meu”! Não faz sentido, não tem lógica e muito menos existem palavras para justificá-lo. Mas que ele existe, isso é fato. E, cuidado! Ciúmes pode ocasionar morte.”
— Soletre amor: c-i-ú-m-e-s (pseudo-coracao)